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14 maio 2019

Tecnologias em fase de expansão na América Latina abrangem da medicina à inteligência artificial

Mudanças oriundas dessas inovações trarão consequências para os negócios e clientes

Está cada vez mais crescente o número de clientes que encaram o uso de aplicativos, interfaces de usuário e conexões para execuções de serviços como uma experiência positiva. Esses usuários são conquistados pela ideia de personalização, mesmo que virtual, e preferem vivências mais práticas.

Na América Latina em específico, a integração e adoção de algumas tecnologias ainda se encontra em uma fase incipiente, uma vez que a maioria das empresas está começando a dar os primeiros passos em direção às implementações. Isso se deve a uma série de fatores históricos e econômicos de mercado.

No caso da inteligência artificial (IA), que vem causando movimentações significativas no ramo de TI, pesquisa da Frost & Sullivan espera que os investimentos nesta tecnologia aumentem a uma taxa anual de crescimento composto (CAGR, Compound Annual Growth Rate) de 46,1% entre 2018 e 2024, alcançando US$ 1.290,8 milhões no último ano.

Padronização e eficiência

É sabido e esperado que a IA terá consequências imensas para a humanidade em quase todos os espaços. O certo é que a IA finalmente deixou o laboratório e está se integrando silenciosamente em muitas aplicações em que os conjuntos de dados são complexos e volume ou a velocidade de aquisição dos dados é muito grande para a análise humana. A análise impulsionada por IA oferece um diferencial competitivo para as organizações em diversos segmentos. Pode ser utilizada para automatização de consultas repetitivas e transacionais, fornecimento de uma resposta fácil e rápida, entregar uma imagem da marca padronizada em todas as ocasiões, entre outros.

Na área das telecomunicações, o 4,5G e 5G estão no centro dos investimentos das operadoras. Dados da GSMA de 2017 apontam que, desde 2010, houve um salto na adoção da internet móvel, de 13% para 37%. A tendência é cada vez mais conexão e menos latência, com aumento das velocidades disponíveis – mas, para isso, o usuário também precisa se atualizar. Nem todos os telefones celulares possuem o suporte necessário para operar em condições de 4,5G e 5G.  

Fator (não) humano

A telemedicina, em tese, já não deveria ser tanta novidade. Serve para troca de informações médicas, análise de resultados e acompanhamento de pacientes (já anteriormente examinados presencialmente) via conferência digital.

Vários países do mundo já fazem uso desse conjunto de práticas. No Brasil, o Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou resolução apenas em 2018 tratando do tema. Isso impulsionou uma série de clínicas e hospitais que não utilizavam o modelo por receio de rejeição do público, desorientação e falta de fiscalização.

Com a temática na mídia, o público também pode ser treinado e reduzir as taxas de desconfiança. Com a telemedicina, filas em hospitais podem ser reduzidas, o trabalho é descentralizado e o acompanhamento de casos mais simples interfere ainda menos na rotina de trabalho. Softwares de saúde são essenciais, então, para que se execute o controle dos prontuários e informações não sejam desencontradas.

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